Sou Deus. Sou o Arquitecto. Sou seu escravo e seu amo. Sou seu conquistador e seu conquistado. Sou escravo de mim próprio e da vontade que me é dada. Sou a Verdade. Sou o Amor. Tenho o poder da Terra e dos Céus. Grandes constelações brilham dentro de mim! Todo eu sou elipses e parábolas. Todo eu curvo, recto e pontilhado. Tenho o poder da Vida. Tenho o poder dos milagres. Sou uno e trino e respondo perante mim próprio no julgamento final. Louvam-me os meus iguais que se desconhecem. Louvo-os eu por seu amor.
Sem descanso nem cansaço, renovo, repito e invento. Sou-me à minha imagem e não respondo perante ninguém.
Sou Deus no império em que não anoitece.
quinta-feira, 4 de março de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Dia-noite
À noite esqueço-me. Entro num estado de metaconsciência amnésica. Esqueço os passos e ficam as pegadas. É entre dias que descanso das viagens entre noites. Quanto mais ando, menos descanso.
Não há dia nem noite, apenas estados intermédios que se intercalam e sucedem. A noite é dia para alma e o dia é-se para os quatro elementos. O desafio é que o dia seja noite para os elementos e que a alma esteja sempre em vigília e domínio. O verdadeiro desafio é ser tudo e reconhecer o real líder entre os vários. Um líder compreensivo mas não muito democrático, para bem de todos os envolvidos.
Não há dia nem noite, apenas estados intermédios que se intercalam e sucedem. A noite é dia para alma e o dia é-se para os quatro elementos. O desafio é que o dia seja noite para os elementos e que a alma esteja sempre em vigília e domínio. O verdadeiro desafio é ser tudo e reconhecer o real líder entre os vários. Um líder compreensivo mas não muito democrático, para bem de todos os envolvidos.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Menina Nambam III/III
Passado um mês, reapareceu a Menina Nambam, agora cerca de cinco anos mais nova que eu. Manteve o contacto visual e nada disse. Desisti. Desisti do nosso amor eterno que parecia nunca mais acabar. Esta tortura de ter e não ter cansou-me e fez.nos desaparecer.
Outro amor procuro agora, menos sumptuoso, menos inconstante e mais real.
Procuro agora o divino em mim e o divino em nós. Agora um nós mais lato, mais simpático e inocente. Quero esquecer a Menina dos olhos ónix que não sei se bem ou mal me quer.
Quero que a vida seja mais que paixão, criação, destruição, confirmação, negação e inconstância. Quero que a vida seja iluminação.
Quero ser Amor. Não quero que o Amor me tome como mais um de seus escravos. Quero eu mesmo arder e dar luz. Quero ser elipse e ordem.
A menina Nambam me servirá um dia nas suas variadas formas.
A menina Nambam não é mais minha Deusa. É agora mais uma pessoa desse Nós mais lato que eu sirvo e canto.
Adeus Menina Nambam.
Olá Aurora.
Outro amor procuro agora, menos sumptuoso, menos inconstante e mais real.
Procuro agora o divino em mim e o divino em nós. Agora um nós mais lato, mais simpático e inocente. Quero esquecer a Menina dos olhos ónix que não sei se bem ou mal me quer.
Quero que a vida seja mais que paixão, criação, destruição, confirmação, negação e inconstância. Quero que a vida seja iluminação.
Quero ser Amor. Não quero que o Amor me tome como mais um de seus escravos. Quero eu mesmo arder e dar luz. Quero ser elipse e ordem.
A menina Nambam me servirá um dia nas suas variadas formas.
A menina Nambam não é mais minha Deusa. É agora mais uma pessoa desse Nós mais lato que eu sirvo e canto.
Adeus Menina Nambam.
Olá Aurora.
Tarda
Tarda criança que quero ser.
Tarda a inocência e a sabedoria de nada conhecer e tudo saber.
Tarda a velha criança que ignora o que sabe e sabe o que desconhece.
Tarda a felicidade de ter asas e não precisar de voar.
Tarda a naturalidade de viver sem destino e criá-lo à medida que caminho.
Tarda a conformidade activa do presente e a felicidade de nada ter e ser o mais abastado.
Tarda o nada que é tudo e a planície que é montanha.
Tarda o pequeno baú que é Igreja e a solidão que é reunião.
Tardam o Hipogrifo, os amores impossíveis que se concretizam e o amor unicorniano.
Tardam o Sol, a Lua, Mercúrio, Vénus, Neptuno e Urano no seu melhor.
Tarda a luz invisível que todos faz por iluminar.
Tarda a não-existência que É mais que tudo.
Tarda o Todo.
Tarda o Nada.
Feliz serei, quando nada tardar.
Tarda a inocência e a sabedoria de nada conhecer e tudo saber.
Tarda a velha criança que ignora o que sabe e sabe o que desconhece.
Tarda a felicidade de ter asas e não precisar de voar.
Tarda a naturalidade de viver sem destino e criá-lo à medida que caminho.
Tarda a conformidade activa do presente e a felicidade de nada ter e ser o mais abastado.
Tarda o nada que é tudo e a planície que é montanha.
Tarda o pequeno baú que é Igreja e a solidão que é reunião.
Tardam o Hipogrifo, os amores impossíveis que se concretizam e o amor unicorniano.
Tardam o Sol, a Lua, Mercúrio, Vénus, Neptuno e Urano no seu melhor.
Tarda a luz invisível que todos faz por iluminar.
Tarda a não-existência que É mais que tudo.
Tarda o Todo.
Tarda o Nada.
Feliz serei, quando nada tardar.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Talvez..
Talvez o poder traga degeneração e talvez necessitemos todos de ser pobres e impotentes para conseguir ter o verdadeiro poder. O Amor. Talvez tenhamos de viver com os animais mas não como animais.
Talvez tenhamos de perceber quão insignificantes e importantes somos para encontrar a verdadeira insignificância da importância. Talvez descubramos a Verdade. Talvez tenhamos o mais puro psíquico animal e a mais nobre mente divina. Talvez o primeiro consiga ser submisso ao segundo.
Talvez o platinal atma consiga se encontrar na mais tosca e radioactiva rocha.
Talvez o sol deixe de ser a nossa fonte de energia e talvez nós próprios sejamos a fonte. Talvez consigamos jorrar e projectar Amor em todas as direcções com o mais belo feitio.
Talvez, quando o Universo for etérico aos nossos olhos e o género desaparecer para tudo ser andrógino, auto-suficiente, mas igualmente solidário.
Ai quando o Universo se é a si mesmo..
Talvez tenhamos de perceber quão insignificantes e importantes somos para encontrar a verdadeira insignificância da importância. Talvez descubramos a Verdade. Talvez tenhamos o mais puro psíquico animal e a mais nobre mente divina. Talvez o primeiro consiga ser submisso ao segundo.
Talvez o platinal atma consiga se encontrar na mais tosca e radioactiva rocha.
Talvez o sol deixe de ser a nossa fonte de energia e talvez nós próprios sejamos a fonte. Talvez consigamos jorrar e projectar Amor em todas as direcções com o mais belo feitio.
Talvez, quando o Universo for etérico aos nossos olhos e o género desaparecer para tudo ser andrógino, auto-suficiente, mas igualmente solidário.
Ai quando o Universo se é a si mesmo..
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Chama-se Aryesh e nunca fala. Sei que está lá para orientar mas nunca tenho resposta. Apenas me presenteia com a a sua presença profética. Não se despede nem anuncia a sua chegada.
É branco, barbudo e tem um marfim espiralado a projectar-se da sua fronte. Não tem tempo nem espaço. Existe no nada, como nunca pensei ser possível.
É branco, barbudo e tem um marfim espiralado a projectar-se da sua fronte. Não tem tempo nem espaço. Existe no nada, como nunca pensei ser possível.
O Grifo
Sem forma, a coisa anda por aí.
Não sabe se é leão ou águia, animal ou Deus.
Não pode parar, mas não sabe como continuar.
Deverá voar?
Rastejar?
Correr pela savana ou ser a savana?
Deverá ser o Rei da Mente ou o Rei do Físico?
Deverá ser deveras Um ou deixar-se diluir?
Deverá ser azeite?
Deverá ser Poder?
Deverá ser Amor?
Deverá ser infinito e uno ou um simples algarismo?
Que luta vive o Grifo, sabendo que é leão e águia sem poder escolher!
É rei do Ar e da Terra.
É o herói flamejante e consome-se com a dúvida de ser e não ser.
Ele é a acção.
Não sabe se é leão ou águia, animal ou Deus.
Não pode parar, mas não sabe como continuar.
Deverá voar?
Rastejar?
Correr pela savana ou ser a savana?
Deverá ser o Rei da Mente ou o Rei do Físico?
Deverá ser deveras Um ou deixar-se diluir?
Deverá ser azeite?
Deverá ser Poder?
Deverá ser Amor?
Deverá ser infinito e uno ou um simples algarismo?
Que luta vive o Grifo, sabendo que é leão e águia sem poder escolher!
É rei do Ar e da Terra.
É o herói flamejante e consome-se com a dúvida de ser e não ser.
Ele é a acção.
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